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Amizade

Amizade

Lembro de uma vez, nos idos de 2009, quando nos reunimos em frente a um cartaz que anunciava um Oscar de personagens do curso de comunicação. Éramos gargalhadas, fazendo graça daquele evento que mais parecia uma, também, grande piada. Vi que tinha alguma coisa ali que nos unia – além do riso, que agrega. Nem imaginaríamos que a história terminaria ainda mais divertida: o concurso havia sido manipulado porque a menina que tinha ganhado a categoria de mais “mascona” pediu para que seu nome não fosse divulgado, o que fez com que, obviamente, o segredo ganhasse status reverso e tudo acabasse em mais uma piada que diverte nossas noites de bate papo desde então.

O que mais me encanta no meu grupo de amigas da faculdade é que nós poderíamos ter nos encontrado em qualquer lugar, menos na faculdade. Muitas afinidades nos unem, menos a paixão pela comunicação. Para se ter uma ideia, uma formou em comunicação e começou a estudar psicologia, a outra foi para o cinema, e as quatro restantes seguimos na mesma área, com rumos completamente diferentes – para não dizer sem rumo. Os nossos encontros de gordinhas perpassam todos os assuntos mundanos possíveis e sempre acabam na nossa dificuldade de nos encaixarmos no mundo comunicacional. Para os nossos futuros, excluindo o aspecto profissional, nossas apostas já foram lançadas: nossos filhos seguramente terão uma tia que ensina a jogar bola, outra que dá aulas para quem tiver com dificuldade em línguas,  outra que ensina a dançar, a quarta tia vai se empenhar em fazer dos nossos filhos cultos nas nuances do cinema, a outra vai prestar assistência psicológica, a sexta tia vai leva-los para viajar e a sétima tia, euzinha, vou ser a “bróder” de todos eles – diante da constatação ainda frustrante de que eu não tenho uma função muito bem definida na vida. Filhos perfeitos, mães alteradas.

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