Jornalismo again

Ontem, uma pessoa qualquer, em um show qualquer, em uma praça qualquer, de mais uma militância qualquer pela ocupação das praças de Belo Horizonte, começou a puxar papo comigo – que não estava aí para um papo qualquer – soltou a pérola: “nunca conversei com uma jornalista antes. Legal!”. Acho engraçado um certo status que existe ao se admitir jornalista, e acho  mais engraçado ainda contrabalancear esse status ridículo com nosso contracheque, mais ridículo ainda. Enfim, o bródinho me perguntou onde encontraria alguma coisa que eu já escrevi e me despertou, momentaneamente, a crise de pânico que me acompanha há um ano: eu não tenho um portfólio digitalizado. Merda.

Aproveitando a crise e o gancho bizarro, resolvi postar aqui a minha felicidade de mais um projeto ter saído do papel (!!!) e fazer desse blog um pouco meu portfólio.  Participei da construção/elaboração/produção e, porque não /alucinação/ da revista Eletronika – que tem como objetivo ser a primeira revista brasileira online e colaborativa, abordando temas que surgem no Festival Eletronika e Vivo Art.Mov. A primeira edição teve como tema “Ruídos de Fronteira” e tem uma matéria minha por lá, na seção design. Olha lá e me conta después!

Saiu uma matéria legal sobre a revista no jornal O Tempo. Para quem quiser conferir, o link é esse.

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ps: Voltando ao tema portfólio, lembrei do meu professor de jornalismo preferido, que dizia: “matéria boa é matéria publicada”. Não existe muito mistério na frase, a não ser pela angústia que ela sempre me provocou em torno do conflito tempoXqualidade. No meio disso, fica uma das matérias que mais amei fazer (incluiu uma visita à penitenciária  de segurança máxima Nelson Hungria, que mexeu comigo) mas que, por incompatibilidade de tempo, não entrou no jornal Hoje em Dia, aqui de BH. Quem quiser conferir, ela foi publicada no site da universidade mesmo. Aqui!

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