Revista Encontro

Cresce procura por vacinas em laboratórios particulares de BH

Atendimento diferenciado e produtos mais completos são os principais motivos

A professora particular Paloma Duarte: “Há cinco anos reservo um horário na agenda para comparecer ao laboratório e tomar a vacina da gripe” (foto: Alexandre Rezende/Encontro)

Engana-se quem pensa que a busca pela vacina da gripe em laboratórios contempla apenas os chamados “grupos risco” pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A oferta da vacina do tipo Tetravalente – que imuniza contra uma variação maior do Influenza B – leva crianças, idosos e gestantes aos principais laboratórios da cidade. É por ela, por exemplo, que a consultora ambiental aposentada Sandra Murta, de 69 anos, abre mão de ir ao posto de saúde para ser atendida em um laboratório particular. “Todos os anos sinto a gripe voltar neste mesmo período, que antecede a minha vacinação. É como um aviso de que chegou a hora do reforço”, diz.

A percepção da aposentada não é por acaso. Segundo a médica infectologista e especialista em vacinas do Laboratório Hermes Pardini, Priscila Saleme, a vacina muda de lote a cada ano para que haja coincidência com o vírus que está circulando. “Por isso a necessidade que a vacina seja tomada todos os anos”, diz Priscila. “A prevenção deve ser encarada como um hábito e tratada como tal.” Segundo ela, os fabricantes desenvolvem as novas vacinas baseados nas recomendações do monitoramento epidemiológico da Organização Mundial da Saúde (OMS), que apresenta quais vírus estão em maior circulação em cada hemisfério todos os anos.

Consultora ambiental aposentada Sandra Murta: “Todos os anos sinto a gripe voltar neste mesmo período, que antecede a minha vacinação. É como um aviso de que chegou a hora do reforço” (foto: Samuel Gê/Encontro)

Apesar de não atender aos critérios do grupo prioritário, o compromisso com a campanha também faz parte da rotina anual da professora particular Paloma Duarte. “Há cinco anos reservo um horário na agenda para comparecer ao laboratório e tomar a vacina da gripe”, diz. A prevenção inspira parentes e vem, principalmente, da preocupação em não espalhar o vírus para as pessoas ao seu redor – desde seu marido, portador de doença autoimune, até as crianças e idosos que frequentam suas aulas de inglês. A atitude da professora vem ao encontro do que defendem os infectologistas: a imunização deve ser pensada de forma coletiva, como um impacto positivo em toda a sociedade. “A vacina da gripe reduz ou até mesmo impede o risco de o imunizado adoecer, mas, principalmente, diminui a gravidade da doença”, afirma Adelino de Melo Júnior, médico infectologista do Grupo São Marcos. “Quanto mais gente protegida, menos vírus circulando, e isso protege de forma indireta até mesmo quem não está vacinado.”

Outro diferencial para quem escolhe a rede particular é o cartão digital. “O paciente possui registro para acessar quando e onde quiser. É um benefício que permite ao cliente ter acesso às informações de forma prática e independente de cartão físico, até mesmo para compartilhar com seu médico”, diz a responsável técnica de enfermagem de vacinas do laboratório Geraldo Lustosa, Marta Moura.

Tanto no posto quanto no laboratório, as campanhas de vacinação contra a gripe promovem prevenção contra os vírus H1N1 e H3N2 (este último responsável pelo surto que ocorreu nos Estados Unidos no início deste ano). No entanto, a vacina tetravalente, oferecida apenas na rede particular, imuniza também contra o subtipo Brisbane, do Influenza B. Apesar de a circulação do tipo B ser menor, ele é imprevisível. “A circulação do tipo A é muito marcada agora no inverno e depois diminui. Já a B não tem incidência aumentada; por sua vez, circula o ano inteiro”, diz Adelino Júnior. Ele explica que já houve períodos em que a cepa não contemplada pela trivalente circulou mais, mas é um cenário imprevisível.

Oito dúvidas comuns sobre a vacina da gripe

1 | A vacina causa gripe?
Mito. A vacina é composta por um vírus morto.

2 | A vacina pode causar efeitos colaterais?
Verdade.  Pode ocorrer dor, vermelhidão e endurecimento local, que devem desaparecer em até 48h.

3 | É necessário tomar a vacina anualmente?
Verdade. A composição da vacina muda de ano a ano. Por isso, é fundamental que as pessoas sejam revacinadas anualmente.

4 | A vacina da gripe é contraindicada a quem tem alergia a ovo?
Verdade. Pessoas com história de alergia grave a ovo não devem receber a vacina.

5 | Estou gripado, então não posso tomar a vacina?
Mito. O quadro de resfriado não contraindica a vacinação. Recomenda-se, no entanto, que as pessoas, caso seja possível, esperem a melhora do quadro para se vacinar. É possível que a pessoa evolua com febre em função do quadro infeccioso e, em função da vacinação posterior, que ela atribua à vacinação equivocadamente.

6 | Dez a 15 dias é o período que o organismo leva para desenvolver os anticorpos contra o vírus da gripe, depois da vacina?
Verdade. Após um período de 2 a 3 semanas da vacinação, é possível que já sejam detectados anticorpos.

7 | A vacina da gripe imuniza também contra resfriado e pneumonia?
Mito. A vacina contra a gripe protege apenas contra os quadros causados por alguns vírus Influenza. O resfriado comum e a pneumonia são causados frequentemente por outros vírus e bactérias.

8 | Se eu já tiver pegado a gripe H1N1, não preciso tomar a vacina?
Mito. Em função das possíveis mutações sofridas pelo vírus e da variedade de cepas, é fundamental que todas as pessoas se revacinem anualmente, independentemente de já ter contraído ou não a doença. A vacina continua sendo uma das principais estratégias de prevenção contra a gripe.

Fonte: médica infectologista Priscila Saleme


Cuidado com o bruxismo

O ranger de dentes, principalmente durante o sono, é frequente em adultos e crianças e tem graves consequências. Especialistas indicam como identificar essa disfunção e quais os tratamentos

Nem a dor intensa e constante na face, nem a reclamação dos filhos que, do quarto ao lado, ouviam um ruído intenso chamaram a atenção. Foi só quando perdeu dois dentes que a pedagoga Mônica Martins percebeu o impacto que o bruxismo – o ranger dos dentes durante o sono – causava em sua vida. Sono ruim e dor facial ao acordar eram sintomas que já se manifestavam até que, há seis anos, ela deu início ao tratamento ininterrupto para conviver com essa disfunção e evitar novos problemas.

O uso de placas, segundo o dentista Victor Guimarães, é o mais indicado, mas medicação e atividades físicas também são recomendadas: “Os pacientes com bruxismo são mais ansiosos, detalhistas, perfeccionistas e sofrem por antecipação” (foto: Eugênio Gurgel)

O dentista Eduardo Mascarenhas, da Clínica Clarus, explica que na função normal os dentes não entram em contato uns com os outros durante a mastigação, porque os alimentos se interpõem entre eles. Esse contato só vai acontecer durante o ato de engolir, mas sem forças excessivas. Já no bruxismo, além de haver contato direto entre as superfícies dentais, há contração excessiva dos músculos da mastigação, muitas vezes bem maior do que as estruturas relacionadas poderiam suportar.

Por isso, embora surpreendente, o relato de perda de dentes não é raro no consultório de dentistas. Segundo  Eduardo Mascarenhas,  muitas vezes é apenas quando precisam extrair os dentes (porque já levam trincas até as raízes) que os pacientes se dão conta do bruxismo. Ele quase poderia ser considerado um “mal moderno”: com altíssima incidência entre adultos e crianças. Fatores como estresse, tensão e ansiedade são apontados como as principais causas. Mas basta voltar atrás na história para perceber que essa  parafunção (quando se excedem as funções normais da boca, como mastigar e deglutir) é comum ao homem há bastante tempo. O termo “bruxismo” vem do grego brýkhmós, que significa ranger os dentes. Na Bíblia, a a expressão ‘ranger os dentes’ aparece várias vezes com o sentido de sofrimento, aflição e tormento.”No consultório, observamos que pacientes com bruxismo apresentam o que chamamos de perfil “responsável”. São muito ansiosos, detalhistas, perfeccionistas e sofrem por antecipação. Mas isso não pode ser confirmado como regra geral nem utilizado para realizar um diagnóstico”, diz o dentista Victor Guimarães. Por esses motivos, além do tratamento ortodôntico por meio de placas rígidas ou macias (de silicone), que devem ser usadas ao dormir, e, até mesmo, o uso de botox para paralisar o músculo do maxilar (em último caso), tratamentos complementares são sempre bem-vistos (confira quadro).

 

O dentista Eduardo Mascarenhas explica que existe opção de uso de botox para paralisar a musculatura maxilar, mas só em último caso: “É alternativa quando o paciente responde mal ao tratamento convencional” (foto: Thiago Mamede/Encontro)

Mesmo com personalidade tranquila, a bancária Cristiane Galvão, de 27 anos, faz tratamento para bruxismo desde os 22. Em uma época de transição, logo após formar-se na faculdade, ela começou a sentir dor intensa na face logo ao acordar, que se amenizava com o correr do dia. O diagnóstico foi fácil: a mãe de Cristiane sofre do mesmo problema há muito tempo e aqueles sintomas já eram conhecidos em casa. Ainda que não existam associações comprovadas, o bruxismo, segundo dentistas, também pode estar ligado a fatores genéticos ou a problemas físicos de oclusão ou fechamento inadequado da boca, por exemplo. Apesar de muitos casos envolverem mulheres, os dentistas não se arriscam a afirmar que a questão de gênero também interfira nas ocorrências. “É certo que as mulheres cuidam mais da saúde e, consequentemente, procuram mais tratamento, o que pode causar uma ideia errada sobre a incidência”, explica Eduardo Mascarenhas.

Perceber a existência dessa disfunção e a hora certa de procurar tratamento, no entanto, não é simples. Principalmente porque, na maioria do casos, as pessoas estão dormindo (bruxismo do sono) ou porque não notam um apertamento constante e discreto dos dentes quando estão acordadas (bruxismo em vigília). Isso faz com que os relatos de companheiros e familiares sejam parte importante do diagnóstico dos dentistas. Mas é no exame clínico que o profissional pode perceber o desgaste dos dentes e diagnosticar as diferentes variações para, então, determinar o tratamento adequado.

No caso de Mônica, o diagnóstico veio acompanhado de complementação de resina em muitos dos dentes já desgastados, além do uso da placa rígida e de acompanhamento médico para introdução de remédio controlado para ansiedade. A placa rígida, primeira opção dos dentistas, foi indicada para dormir, mas não funcionou bem e foi então substituída pela placa de silicone.

Uma terceira opção para quem não se adapta às placas, mas menos recomendada por dentistas, é o uso do botox. “O uso do botox é visto como uma opção porque paralisa a musculatura do maxilar, que é o responsável pelo ranger dos dentes. Mas isso requer reaplicações constantes e não é o mais indicado. É alternativa quando o paciente responde mal ao tratamento convencional”, explica Eduardo Mascarenhas.

Até mesmo crianças sofrem dessa disfunção. É na faixa etária entre 5 e 8 anos que o bruxismo do sono alcança os índices mais altos na infância. Embora existam poucos estudos sobre o assunto, o dentista Victor Guimarães explica que a incidência costuma estar associada à erupção dos dentes incisivos centrais superiores.Também devem ser considerados outros fatores, especialmente relacionados à ansiedade. Crianças com bruxismo apresentam até 16 vezes mais chance de serem ansiosas. Nesse tipo de situação, a prática de esportes é indicada como boa alternativa para os pequenos.


Costurando histórias e sentimentos

Apesar de ser uma das referências do Cidade Nova, Museu do Bordado, único do tipo no país, encontra dificuldades para se manter

Beth Lírio, artista plástica: “Temos um material e uma história de interesse público, mas não recebemos apoio”, lamenta (foto: Samuel GÊ/Encontro)

Quando se mudou para o bairro Cidade Nova, na década de 1970, a artista plástica Beth Lírio quase não tinha vizinhos em uma rua que acabara de ser loteada, ao lado de uma fazenda. Muito comunicativa, ela não escondeu o descontentamento em se sentir isolada da cidade. Beth não imaginava, no entanto, que, quatro décadas depois, sua casa se tornaria uma das mais frequentadas da região. Tampouco imaginava o impacto que causaria na vida de pessoas que estudam artes, história, moda e dos apaixonados por trabalhos manuais. É ali, no segundo andar da casa onde vive, que fica agora o Museu do Bordado, primeiro e único no país que conta a história do bordado, com um acervo de mais de 2 mil peças catalogadas, algumas do século XVIII. De acordo com Beth, mais do que material para estudo acadêmico, a exposição das peças tem efeito terapêutico e leva os visitantes a resgatar lembranças familiares marcantes.

Filha de uma professora de bordado, Beth começou a pesquisar essa prática para seus trabalhos no campo das artes plásticas – que já foram expostos em vários países, como Portugal, França, Grécia e até mesmo na sede da ONU, em Nova York. Com peças únicas e um bom acervo, ela foi estimulada pela amiga jornalista Tetê Rios a criar um museu com o material. “São peças maravilhosas, com muita riqueza em bordado e em cultura feminina. O museu já estava pronto ali”, conta Tetê. Beth, então, encarou a ideia.

No início, ela recebia doações de amigos próximos, mas, com a divulgação do museu, passou a acolher, mesmo pelos Correios, peças de todos os cantos do país. Uma das maiores doadoras, a também artista plástica mineira Conceição Rosière, tornou-se amiga de Beth. Ela conheceu o museu por meio de um programa de TV e resolveu doar uma coleção de peças que herdou da família do marido. Segundo ela, foram dois sacos de 100 litros cheios de peças, algumas com mais de 100 anos de existência. “Eram peças que eu não podia usar e que se desgastavam com o passar dos anos. No museu, mesmo as marcas do tempo podem ajudar a contar essa história”, conta Conceição. Ela agora também se engaja na Associação Amigos da História do Bordado, criada por Beth com o intuito de manter vivo o museu.

Os amigos da criadora do Museu do Bordado também ajudam durante as visitas maiores, enquanto o marido, depois de ter estudado inglês, assume as visitas internacionais. Ela contabiliza mais de 2 mil visitantes em 12 anos de existência. “Uma vez nos ligaram avisando que viria uma excursão com 30 turistas de Uberlândia. Chamei algumas amigas para me ajudar, mas, quando chegaram, eram 80 pessoas dentro da minha casa. Foi uma bagunça”, conta a artista, com bom humor. O movimento dentro da própria casa e a falta de estrutura para visitas maiores são um dos principais motivos que fazem Beth buscar, ainda sem sucesso, uma sede adequada para o museu.

No ano passado, o projeto foi aprovado na Lei Municipal de Incentivo à Cultura, o que garantiu a obtenção de alguns equipamentos para a exposição das peças. Mas Beth não se contenta: “Temos um material e uma história de interesse público, mas não recebemos apoio. Não temos sequer condições de nos preparar para recebermos turistas da Copa”, conta. Sem se abater, ela continua tecendo a história que começou em família, mas, segundo Beth, conta um pouco da vida de todas as mulheres.

Quer doar ou visitar? 

As visitas ao Museu do Bordado devem ser agendadas por telefone. Quem quiser doar peças também pode falar diretamente com a dona do museu, Beth Lírio, no mesmo número. Telefone: (31) 3484-1067. Endereço: rua Jornalista Afonso Rabelo, 47, Cidade Nova, Belo Horizonte.


Indenização bilionária em área do Barreiro e de Contagem

Ex-proprietários de fazendas na região lutam por pagamento de desapropriação que pode ultrapassar R$ 1,5 bilhão

Danilo Abreu (camisa preta) e herdeiros da família Abreu, reunidos no terreno desapropriado, perto da Mannesmann: eles mostram reportagens que foram publicadas sobre a briga judicial e ainda acreditam em um acordo com o estado (foto: Rogério Sol/Encontro)

Ter muito dinheiro e ao mesmo tempo dinheiro nenhum. Essa é a realidade do carroceiro Francisco de Abreu, de 90 anos, que há pouco mais de um mês soube que os cálculos da indenização que sua família precisa receber do governo de Minas Gerais, depois de uma desapropriação de terras, pode ultrapassar R$ 700 mil, referentes a uma área de 28 mil m². Os cálculos foram homologados na 5ª Vara da Fazenda Pública Estadual. Considerando todos os herdeiros que já reclamaram ressarcimento (1.356 pessoas), a indenização extrapola R$ 1,5 bilhão. No entanto, recursos do estado impedem que o processo, que se arrasta há 71 anos, se encerre. A desapropriação aconteceu em 1941, no governo Benedito Valadares e o processo começou a correr em 1953. Estima-se que 437 mil m² pertencentes às famílias Abreu e Hilário foram usadas para a construção da Cidade Industrial, entre o Bairro das Indústrias, no Barreiro, e o município de Contagem. De uma hora para outra, o carroceiro viu a casa passar de 16 cômodos para quatro. A tristeza se abateu sobre os pais e os irmãos.O processo corre no nome de Francisco, que, debilitado, vive em Ibirité, sustentando-se com aproximadamente um salário mínimo. Quem responde por ele é o irmão, Danilo de Abreu, soldador, de 63 anos. Ele se recorda do sofrimento da família. “Meu pai olhava da janela o trator limpando o terreno e pedia a Deus para que lhe tirasse tudo de uma vez”, conta. Quando os pais morreram, alguns filhos foram viver com parentes, enquanto Francisco e o irmão Ismael, de 74 anos, ficaram com a casa, na margem do rio Arrudas, que foi novamente desapropriada em 2011, para obras de duplicação da avenida Tereza Cristina. O estado pagou apenas as benfeitorias, uma vez que não teve fim o processo que reconhece o terreno como propriedade da família. Enquanto isso, Danilo e os dez irmãos esperam uma grande virada. “Nossa família está morrendo e não vê nada. Ganha na Justiça e não vê nada”, afirma.

Uma fotografia guardada pela dona de casa Geovania Cortes de Abreu, prima de Francisco e Danilo, mostra a visita de alemães na área que seria ocupada pela Mannesmann e pela construção da via do Minério, na década de 1950. “Quando meu pai contava, eu não acreditava. Meu avô com tanta posse e minha família vivendo tão carente”, recorda.

Nos últimos anos, impostores tentaram se aproveitar da situação, dizendo ter direitos sobre as terras e estima-se que mais de 100 herdeiros das famílias Abreu e Hilário tenham morrido na miséria. Embora tenha sido sentenciado o direito de indenização, a assessoria de imprensa do Fórum Lafayette informa que o processo está travado porque o governo de Minas Gerais discute a quem pagar a dívida. O juiz da 5ª Vara da Fazenda Pública Estadual, Adriano de Mesquita Carneiro, não comenta o caso e a Advocacia Geral da União também não se posiciona enquanto o processo corre. Agora, Geovania Abreu, que tem mobilizado os herdeiros, busca um acordo extrajudicial com o governo, sem esperança sobre o pagamento total da indenização.