Sampa

Cheguei no Anhembi e me senti na Rússia, apesar de, aparentemente, todo mundo falar a minha língua. É descolado falar que faz viagem sem planejamento mundo a fora, mas cheguei no metrô de São Paulo e quis chorar no meio daquele atropelamento massivo. Eu me sinto membro da família Buscapé quando solto meu “nóóó” e não consigo me comunicar com um som anasalado, erre forte e um “magiina” muito polido no final da menor das solicitações. A maior aglomeração urbana da América do Sul se resume, no meu imaginário, a Avenida Paulista, Augusta, Liberdade, Masp e Ibirapuera.

Desta vez, conheci a Oscar Freire e o quarteirão onde todo mundo fala inglês quando fiquei perdida. Conheci o Cine Joia. E enquanto bolava uma teoria do quanto São Paulo pode ser interessante pela simples possibilidade de você não trombar com conhecidos a qualquer momento, descobri um amigo tomando café ao meu lado no hotel mais ilhado da cidade. Até que é legal.

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The Vaccines – Cine Joia  – amor!

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A foto acima é do tumblr “Sampa vs Buenos Aires”, que segue os parâmetros do Paris vs NYC, e é lindo!

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Minha mãe me zuou pela utilização da palavra “ponderamento” no último post. Eu esqueci de explicar por aqui que um dos meus grandes talentos e incompetências na vida é inventar palavras. O resultado disso é um livrinho despedaçado e cambaleante em que ela anotava todas as pérolas que eu soltava desde criança, do tipo chamar “escorregador de mão” ao invés de “corrimão”, entre outros. Meu namorado promete continuar a iniciativa há anos, sem sucesso. A verdade é que eu invento mesmo, principalmente para ilustrar o que eu falo, quando as palavras normais não me atendem – elas só não podem descumprir as regras da gramática, tipo m antes de b e p, e et cetera.

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