Stand by

 

Das coisas engraçadas da vida é contar minha experiência amorosa e esperar a reação assustada das pessoas. O meu relacionamento mais longo – onde me encontro atualmente – consiste em: vivi em Vancouver por alguns meses e voltei de viagem no mesmo dia e pelo mesmo aeroporto em que meu namorado embarcava para Buenos Aires, onde moraria por quase um ano. Fui lá duas vezes, ele veio uma e, quando ele voltou, surgiu a oportunidade de ir morar na Espanha, e eu fui. Chutei o pau da barraca e depois de três anos presenciais e um a distância, terminei o namoro. Mesmo com esse final aparentemente trágico, que não é o final, as pessoas insistem em me perguntar: “nossa! como você conseguiu namorar à distância por tanto tempo?”, ou, pior, “namoro à distância dá certo?”. Desde que ganhei da vida o status de consultora/coaching de namoros à distância, eu tenho vontade de escrever um livro, de 100 páginas, com 99 em branco e uma, apenas, escrita em letras garrafais: “Namoro à distância: não praticamos”.
O porquê disso? Me chama para tomar uma cerveja gelada um dia que eu te explico, detalhadamente, a minha teoria. Mas, em suma, eu diria: namorar à distância ou não dá o mesmo trabalho, com a diferença que a última opção costuma ser mais divertida.

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